Penso logo existo. É assim que alguns de nós, pobres mortais, define sua existência. Puramente com base no raciocínio.
Biologicamente, assim o é.
Mas, e o cuidado parental, que a bênção do dedo opositor permite gozar de abraços irracionais? Seria sentimento envolvido?
E o coração... Aonde o órgão pulsante entra nessa história?
Porque o desenhamos tão desforme do que realmente é para atribuirmos sentimentos, emoções, as vezes tão racionais?
Voltamos à biologia com uma pitada de sentimentalismo (pisciano): Pra nos mantermos vivos, nosso coração, o tal órgão ligado aos sentimentos, pulsa milhares de vezes pra bombear o sangue que banha e nutre nos tecidos, em especial, o nosso cérebro; já o cérebro é órgão ligado à razão, que nos direciona os caminhos que o nosso coração por vezes escolhe.
Como vimos, há uma relação intrínseca entre ambos, coração e cérebro, emoção e razão. Porém, alguém sempre fala mais alto.
É difícil lidar com o coração quando a razão grita.
Mais difícil ainda quando a gente percebe que fora da nossa verdade racional existem tantas outras que a nossa razão sequer cogitou, mas que fazem nosso coração pulsar cada vez mais.
O que fazer então pra sair vivo deste duelo?
Viver. Gozar e dosar dos dois, na base do possível.
Se "penso logo existo" e o "pensamento é um momento que nos leva à emoção", "se o meu coração for falar de amor... Esqueço a razão somente para amar..."
E assim vivo.
Não pense que amar é fácil. Nem ame pensando demais.
Viva!
"Gozar e dosar dos dois". Depois eu quero um texto explicando como faz isso!
ResponderExcluirVivendo!
ExcluirPode deixar que ainda vou escrever muito sobre a vida. Especialmente a minha, um exemplo 'vivo'.