Penso logo existo. É assim que alguns de nós, pobres mortais, define sua existência. Puramente com base no raciocínio.
Biologicamente, assim o é.
Mas, e o cuidado parental, que a bênção do dedo opositor permite gozar de abraços irracionais? Seria sentimento envolvido?
E o coração... Aonde o órgão pulsante entra nessa história?
Porque o desenhamos tão desforme do que realmente é para atribuirmos sentimentos, emoções, as vezes tão racionais?
Voltamos à biologia com uma pitada de sentimentalismo (pisciano): Pra nos mantermos vivos, nosso coração, o tal órgão ligado aos sentimentos, pulsa milhares de vezes pra bombear o sangue que banha e nutre nos tecidos, em especial, o nosso cérebro; já o cérebro é órgão ligado à razão, que nos direciona os caminhos que o nosso coração por vezes escolhe.
Como vimos, há uma relação intrínseca entre ambos, coração e cérebro, emoção e razão. Porém, alguém sempre fala mais alto.
É difícil lidar com o coração quando a razão grita.
Mais difícil ainda quando a gente percebe que fora da nossa verdade racional existem tantas outras que a nossa razão sequer cogitou, mas que fazem nosso coração pulsar cada vez mais.
O que fazer então pra sair vivo deste duelo?
Viver. Gozar e dosar dos dois, na base do possível.
Se "penso logo existo" e o "pensamento é um momento que nos leva à emoção", "se o meu coração for falar de amor... Esqueço a razão somente para amar..."
E assim vivo.
Não pense que amar é fácil. Nem ame pensando demais.
Viva!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Prosa cultural
"Oh povo sem cultura!"
Vergonhosamente, quantas vezes já ouvi essa expressão!
Será que quem diz isso sabe o que é cultura?
Como diria meu amigo Tiago Preto, cultura é a expressão de um povo.
E que povo não se expressa?
Cá pra nós, quem inventou os medidores de riqueza cultural? E quem mede cultura, será que ganha alguma coisa com isso? Eu sei que perde... Tempo. Quem fala e quem escuta!
Será que quem avalia cultura recebe treinamento? Pelo menos no quesito ofensa e repúdio. Atuam com tanta excelência!
Mas, e essa tal expressão do povo, como é isso?
O povo tem licença poética, se expressa como dá na telha, no pé, na língua, no jeito.
Cultura é a marca, o registro dos antecedentes e do presente que influenciam o povo.
As pressões sociais, preferências e até mesmo rejeições. Tudo é expresso, gostem os ouvidos ou não.
Como impedir que alguém deixe de ser e se gostar, deixe de se mostrar porque "ofende" o viver de outros? Quando estas pessoas morrerem, será que afetarão o viver de alguém?
Deixa o povo se expressar!
Tapem os ouvidos, tranquem as janelas, façam viagens longas e você conseguirá ao menos fingir que nada acontece ao redor do seu umbigo.
Mude o que você tem domínio. Mude sua rotina, mude de casa, de país, de planeta!
Só não queira dominar o mundo com sua cultura de se achar superior.
Desde do trono, rainha e rei momo!
Vergonhosamente, quantas vezes já ouvi essa expressão!
Será que quem diz isso sabe o que é cultura?
Como diria meu amigo Tiago Preto, cultura é a expressão de um povo.
E que povo não se expressa?
Cá pra nós, quem inventou os medidores de riqueza cultural? E quem mede cultura, será que ganha alguma coisa com isso? Eu sei que perde... Tempo. Quem fala e quem escuta!
Será que quem avalia cultura recebe treinamento? Pelo menos no quesito ofensa e repúdio. Atuam com tanta excelência!
Mas, e essa tal expressão do povo, como é isso?
O povo tem licença poética, se expressa como dá na telha, no pé, na língua, no jeito.
Cultura é a marca, o registro dos antecedentes e do presente que influenciam o povo.
As pressões sociais, preferências e até mesmo rejeições. Tudo é expresso, gostem os ouvidos ou não.
Como impedir que alguém deixe de ser e se gostar, deixe de se mostrar porque "ofende" o viver de outros? Quando estas pessoas morrerem, será que afetarão o viver de alguém?
Deixa o povo se expressar!
Tapem os ouvidos, tranquem as janelas, façam viagens longas e você conseguirá ao menos fingir que nada acontece ao redor do seu umbigo.
Mude o que você tem domínio. Mude sua rotina, mude de casa, de país, de planeta!
Só não queira dominar o mundo com sua cultura de se achar superior.
Desde do trono, rainha e rei momo!
sábado, 13 de outubro de 2012
Gosto, mal gosto, sem gosto e desgosto
Porque será que há tanta resistência em aceitar o gosto
alheio?
O problema estaria realmente no paladar de quem gosta ou de quem
escuta?
Gosto não se discute. Ponto. Ponto não! Reticências...
Atribuir universalidade ao gosto próprio é questão de mal
gosto.
Não há nada de refinado em repudiar os prazeres dos outros.
Pelo contrário.
Dá desgosto de ver gente encher a boca, falar com gosto, que
alguém não tem gosto pelo simples fato de destoar da sua realidade. Mas, ué!
Não é questão de gosto cada um ter o seu?!
É preciso emitir opiniões construtivas, edificadas, que
levem alguém a algum lugar, ao invés de elaborar discursos que deixem os outros
parados, enterrados e abatidos.
Sabe do que eu gosto? De gostar de tudo quanto é gosto,
gostem ou outros ou não. E que se dane os desgostosos da vida.
Bom mesmo é viver do jeito que se gosta.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Política e Lixo
A palavra “lixo” vem sendo empregada
para designar resíduos, restos, coisas que aparentemente perderam sua utilidade
e, por este motivo, foram descartadas.
Já a palavra “política” tem um
significado associado muitas vezes a entidades e partidos onde as aglomerações
se identificam e compram seus ideais, na tentativa de que seus anseios sejam
atendidos. A mesma “política”, segundo Mestre Aurélio, também está vinculada a
esperteza, finura, maquiavelismo. Arte do mal.
Lixo e política tem algo em
comum?
- Enquanto produzimos toneladas
de lixo todos os dias deixamos pra fazer política de dois em dois anos, nos
anos eleitorais. Traduzindo: usamos um
monte de coisa que perdem o sentido numa rapidez extrema e passamos pouco tempo
reivindicando pelo que realmente queremos.
- Enquanto nos estapeamos nas
ruas em nome de candidatos (e não mais de seus ideais!) gastamos nosso tempo
com lixo. Traduzindo: candidato nenhum se
indispõe, faz política, e a gente briga por quem mesmo?
- Enquanto reclamamos que a
limpeza de nossa cidade deve ser mantida todos os dias, em dia de eleição jogamos
nossas “referências” ao chão e nos mantemos em pocilgas. Traduzindo: Precisa mesmo de tradução?
- Enquanto o lixo das políticas
pode ser coletado com mãos e vassouras, na política existe um lixo difícil de
ser eliminado: Politicagem, sociopatia
(doença da sociedade) caracterizada pelo uso/abuso das relações políticas em
benefício que não o comum. Traduzindo: “O
político corrupto que destrói a idoneidade das instituições e rouba oportunidades
de vida para o povo, influencia a vida das pessoas mais do que qualquer outra
atividade humana.”
E o que eu tenho a ver com isso? Eu
que produzo lixo e faço política. E faço baderna e faço mais lixo. Haja lixeira!
Dias antes da eleição faço um
chamamento: Vamos produzir menos lixo! Pensar mais antes de consumir ideias
prontas de candidatos não tão prontos assim! Falar menos besteira! Tentar convencer
o outro com propostas que reduzam o lixo físico e intelectual!
Diferente do que a mídia propaga
exercer cidadania não é só votar. Mas votando a gente pode limpar o poder
legislativo e existir que a limpeza de nossas cidades seja mantida em todo o
tempo. Inclusive nas eleições.
E ATENÇÃO CANDIDATO: No chão da
minha varanda você tem cara de lixo. E esse tipo de lixo não se recicla nas
urnas.
Leitura recomendada: Espititismo, Política e Cidadania.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
De volta
Uma prosa pra ser boa não precisa de muito. Precisa de assunto. Precisa de entrega, envolvimento. E precisa de interesse de ambas as partes.
Uma boa compania já sugere uma prosa bacana.
De gente boa eu entendo. De prosa, só vendo!
Voltar a escrever vai ser no mínimo interessante. Intrigante. Instigante.
Quer conferir?
Vem.
Mas já adianto logo: Sou fera em desastres.
Prazer! Sou A Missdesastre.
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