domingo, 4 de novembro de 2012

O lixo dos outros

Em nome de uma boa prosa, vou ceder espaço a um texto de Arnaldo que pode salvar o teu dia.


"Um dia peguei um táxi para o aeroporto.
Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento direto na nossa frente.
O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz! 
O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente.
Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.
Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!'
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.
Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.
À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente.
Nunca tome isso como pessoal.
Isto não é problema seu! É dele!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.
Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
Fique tranquilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.
O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia.
A vida é muito curta, não leve lixo com você!
Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.
Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.
A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!
Tenha uma boa semana e lembre-se: « livre-se dos lixos!"

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A eterna briga da razão contra a emoção

Penso logo existo. É assim que alguns de nós, pobres mortais, define sua existência. Puramente com base no raciocínio.
Biologicamente, assim o é.
Mas, e o cuidado parental, que a bênção do dedo opositor permite gozar de abraços irracionais? Seria sentimento envolvido?
E o coração... Aonde o órgão pulsante entra nessa história?
Porque o desenhamos tão desforme do que realmente é para atribuirmos sentimentos, emoções, as vezes tão racionais?
Voltamos à biologia com uma pitada de sentimentalismo (pisciano): Pra nos mantermos vivos, nosso coração, o tal órgão ligado aos sentimentos, pulsa milhares de vezes pra bombear o sangue que banha e nutre nos tecidos, em especial, o nosso cérebro; já o cérebro é órgão ligado à razão, que nos direciona os caminhos que o nosso coração por vezes escolhe.

Como vimos, há uma relação intrínseca entre ambos, coração e cérebro, emoção e razão. Porém, alguém sempre fala mais alto.


É difícil lidar com o coração quando a razão grita.
Mais difícil ainda quando a gente percebe que fora da nossa verdade racional existem tantas outras que a nossa razão sequer cogitou, mas que fazem nosso coração pulsar cada vez mais.
O que fazer então pra sair vivo deste duelo?
Viver. Gozar e dosar dos dois, na base do possível.

Se "penso logo existo" e o "pensamento é um momento que nos leva à emoção", "se o meu coração for falar de amor... Esqueço a razão somente para amar..."
E assim vivo.

Não pense que amar é fácil. Nem ame pensando demais.
Viva!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Prosa cultural

"Oh povo sem cultura!"
Vergonhosamente, quantas vezes já ouvi essa expressão!
Será que quem diz isso sabe o que é cultura?
Como diria meu amigo Tiago Preto, cultura é a expressão de um povo.
E que povo não se expressa?

Cá pra nós, quem inventou os medidores de riqueza cultural? E quem mede cultura, será que ganha alguma coisa com isso? Eu sei que perde... Tempo. Quem fala e quem escuta!
Será que quem avalia cultura recebe treinamento? Pelo menos no quesito ofensa e repúdio. Atuam com tanta excelência!

Mas, e essa tal expressão do povo, como é isso?
O povo tem licença poética, se expressa como dá na telha, no pé, na língua, no jeito.
Cultura é a marca, o registro dos antecedentes e do presente que influenciam o povo.
As pressões sociais, preferências e até mesmo rejeições. Tudo é expresso, gostem os ouvidos ou não.

Como impedir que alguém deixe de ser e se gostar, deixe de se mostrar porque "ofende" o viver de outros? Quando estas pessoas morrerem, será que afetarão o viver de alguém?

Deixa o povo se expressar!
Tapem os ouvidos, tranquem as janelas, façam viagens longas e você conseguirá ao menos fingir que nada acontece ao redor do seu umbigo.
Mude o que você tem domínio. Mude sua rotina, mude de casa, de país, de planeta!
Só não queira dominar o mundo com sua cultura de se achar superior.
Desde do trono, rainha e rei momo!

sábado, 13 de outubro de 2012

Gosto, mal gosto, sem gosto e desgosto


Porque será que há tanta resistência em aceitar o gosto alheio?
O problema estaria realmente no paladar de quem gosta ou de quem escuta?

Gosto não se discute. Ponto. Ponto não! Reticências...
Atribuir universalidade ao gosto próprio é questão de mal gosto.
Não há nada de refinado em repudiar os prazeres dos outros. Pelo contrário.
Dá desgosto de ver gente encher a boca, falar com gosto, que alguém não tem gosto pelo simples fato de destoar da sua realidade. Mas, ué! Não é questão de gosto cada um ter o seu?!
É preciso emitir opiniões construtivas, edificadas, que levem alguém a algum lugar, ao invés de elaborar discursos que deixem os outros parados, enterrados e abatidos.

Sabe do que eu gosto? De gostar de tudo quanto é gosto, gostem ou outros ou não. E que se dane os desgostosos da vida.
Bom mesmo é viver do jeito que se gosta.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Política e Lixo

A palavra “lixo” vem sendo empregada para designar resíduos, restos, coisas que aparentemente perderam sua utilidade e, por este motivo, foram descartadas.
Já a palavra “política” tem um significado associado muitas vezes a entidades e partidos onde as aglomerações se identificam e compram seus ideais, na tentativa de que seus anseios sejam atendidos. A mesma “política”, segundo Mestre Aurélio, também está vinculada a esperteza, finura, maquiavelismo. Arte do mal.
Lixo e política tem algo em comum?
- Enquanto produzimos toneladas de lixo todos os dias deixamos pra fazer política de dois em dois anos, nos anos eleitorais. Traduzindo: usamos um monte de coisa que perdem o sentido numa rapidez extrema e passamos pouco tempo reivindicando pelo que realmente queremos.
- Enquanto nos estapeamos nas ruas em nome de candidatos (e não mais de seus ideais!) gastamos nosso tempo com lixo. Traduzindo: candidato nenhum se indispõe, faz política, e a gente briga por quem mesmo?
- Enquanto reclamamos que a limpeza de nossa cidade deve ser mantida todos os dias, em dia de eleição jogamos nossas “referências” ao chão e nos mantemos em pocilgas. Traduzindo: Precisa mesmo de tradução?
- Enquanto o lixo das políticas pode ser coletado com mãos e vassouras, na política existe um lixo difícil de ser eliminado: Politicagem, sociopatia (doença da sociedade) caracterizada pelo uso/abuso das relações políticas em benefício que não o comum. Traduzindo: “O político corrupto que destrói a idoneidade das instituições e rouba oportunidades de vida para o povo, influencia a vida das pessoas mais do que qualquer outra atividade humana.”
E o que eu tenho a ver com isso? Eu que produzo lixo e faço política. E faço baderna e faço mais lixo. Haja lixeira!
Dias antes da eleição faço um chamamento: Vamos produzir menos lixo! Pensar mais antes de consumir ideias prontas de candidatos não tão prontos assim! Falar menos besteira! Tentar convencer o outro com propostas que reduzam o lixo físico e intelectual!
Diferente do que a mídia propaga exercer cidadania não é só votar. Mas votando a gente pode limpar o poder legislativo e existir que a limpeza de nossas cidades seja mantida em todo o tempo. Inclusive nas eleições.

E ATENÇÃO CANDIDATO: No chão da minha varanda você tem cara de lixo. E esse tipo de lixo não se recicla nas urnas.
Leitura recomendada: Espititismo, Política e Cidadania.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

De volta

Uma prosa pra ser boa não precisa de muito. Precisa de assunto. Precisa de entrega, envolvimento. E precisa de interesse de ambas as partes.
Uma boa compania já sugere uma prosa bacana.
De gente boa eu entendo. De prosa, só vendo!
Voltar a escrever vai ser no mínimo interessante. Intrigante. Instigante.
Quer conferir?
Vem.
Mas já adianto logo: Sou fera em desastres.
Prazer! Sou A Missdesastre.